Monday, September 21, 2009

A Indústria Têxtil - Contexto Histórico

Têxtil - Riba D'Ave (Famalicão)ecfamalic - famalicão
http://sol.sapo.pt/blogs/eduardocarneiro

” A Indústria Têxtil - Contexto Histórico”, a “Arqueologia Industrial na Região do Vale do Ave” (Concelho de Vila Nova de Famalicão).
Para fins de investigação e pesquisa documental, devem salientar-se as fábricas de Pedome, Riba de Ave, Delães, Bairro(Caniços), Pousada de Saramagos, Vale S.Cosme, Lousado, Joane, Esmeriz… - todas no concelho de Famalicão…
Ex: Pedome
A fábrica de Ribeiro Guimarães & Salazar, estabelecida em Pedome, “foi fundada em 1890 por Manuel José Alves Salazar, constituindo então uma pequena unidade de tecelagem manual, a exemplo de muitas outras então existentes na Bacia do Ave. Em 1896 constitui uma sociedade comercial em nome colectivo com Manuel José Ribeiro Guimarães, sob a denominação “Ribeiro Guimarães & Salazar”. Será este o responsável pela introdução de teares mecânicos, que representavam 71% do capital com que reforçou a empresa”*. (…) esta empresa não iniciou a sua actividade pela fiação de algodão, mantendo-se como tecelagem, embora fosse mecanizada a partir de 1896, dado que a fiação só é introduzida no ano de 1907, quando já laborava sob outra razão social, denominada “Empresa Social de Fiação e Tecidos do Rio Ave & Cª Lda”. “Tratava-se sem dúvida de uma pequena fábrica que, em 1912, dispunha de 248 fusos e 25 teares mecânicos, e utilizava um motor a gás pobre de 100 CV e uma roda hidráulica de 25 CV, servindo esta só para accionar a tecelagem. Durante a estiagem a energia fornecida pela roda era substituída por um motor eléctrico de 30 CV”*.
Fonte: * Prof. José Lopes Cordeiro - Univ. Minho.
Pesquisa documental, sobre a região do Vale do Ave( Famalicão), realizada por Eduardo Manuel Santos Carneiro.
… http://emsc.wordpress.com

Posted by Eduardo Santos Carneiro in 15:25:49 | Permalink | No Comments »

Wednesday, December 3, 2008

Vila Nova Famalicão - Aspectos Histórico - Geográficos

   
http://sol.sapo.pt/blogs/historiaportugal
Relativamente à sua localização, Vila Nova de Famalicão encontra-se na província do Minho, no distrito e arquidiocese de Braga, é sede de concelho e de comarca, encontra-se em terreno plano a
88 metros de altitude num importante nó rodoviário que a liga ao Porto, a Braga, a Barcelos, a Guimarães, à Povoa de Varzim e a Santo Tirso
.(1) Tanto a nível rodoviário como a nível ferroviário Vila Nova de Famalicão é uma povoação com uma excelente situação topográfica(2), o que a torna importante pois é um ponto de passagem obrigatória tanto hoje como no início do século XX já o era. Quanto à historia de Vila Nova de Famalicão, pode-se dizer que D. Sancho I no dia 1 de Julho de 1205 deu foral aos que haviam de povoar o seu reguengo de Vila Nova(3).Mas alguns autores referem que a povoação hoje denominada Vila Nova de Famalicão já era, nos alvores da nacionalidade portuguesa, sede administrativa e judicial da terra de Vermoim, de quem alias foi até ser concelho, cabeça de julgado, herdando-lhe o território (4). Uma certa tradição pretende, sem fundamento, encontrar a origem do nome da terra Famalicense num imaginário personagem histórico chamado “”Famelião”, que ao fixar-se aqui, no tempo dos condes de Barcelos, terá aberto uma taberna conhecida por: “Venda Nova de Famelião…”(5).Ter-se-á que esperar pelo censo de 1527 para aparecer pela primeira vez a referência a “Vila Nova de Famyliquam“, embora em 1307 já se fale nas chancelarias de D. Dinis em “Fhamelicam(5).Mas é sobre o reinado de D. Maria II, que a povoação se elevou á categoria de Vila, o que se lê na carta de 10 de Julho de 1841.

A partir de meados do século XIX, depois da refundação do concelho e com a abertura da estrada Porto - Braga em 1875, Famalicão entra numa fase de grande desenvolvimento. Constroem-se edifícios públicos, como o Hospital da Misericórdia (1878), e os Paços do Concelho em 1881 e erguem-se “edifícios particulares luxuosos”(*)
com capitais vindos do Brasil, de que é exemplo o “Palacete do Barão da Trovisqueira” *

É nessa época que começam a instalar-se na vila e no concelho, fábricas e oficinas, são os casos da fábrica de relógios “A Boa Reguladora” em 1895, da Tipografia Minerva em 1886 e das fábricas têxteis em Riba de Ave, freguesia pertencente ao concelho de Vila Nova de Famalicão. Das fábricas de Riba de Ave posso referir a primeira a ser instalada que foi em 1890 pelo Barão da Trovisqueira, em 1896 a Sampaio Ferreira fundada por Narciso Ferreira, que se tornou no maior industrial português no ramo da indústria têxtil.

Liderando um dos pólos de desenvolvimento do Vale do Ave, com uma área de 209 k m2 e cerca de 150 000 habitantes, o concelho de Vila Nova de Famalicão possui um tecido industrial, que aposta na reconversão tecnológica, apoiada por instituições de investigação científica, pela permanente capacidade inovadora da classe empresarial, Vila Nova de Famalicão apresenta uma intensa actividade nos sectores como o têxtil e o vestuário, as carnes e a alimentação, a electrónica e a metalomecânica, a construção civil e os serviços são exemplos significativos do dinamismo empresarial do concelho e que marcam a evolução económica da região*.

http://sol.sapo.pt/blogs/eduardocarneiro

(1) Guia Turístico de Portugal de A a Z - Lisboa, Circulo de Leitores - 1990.

(2) SILVA, José Casimiro da - Vila Nova de Famalicão e seu Termo, Vila Nova de Famalicão - 1968.

(3) VIEIRA, J. A. - O Minho Pitoresco - Lisboa, Ed. Lisboa - 1887.

(4) Vila Nova de Famalicão, Roteiro Turístico, Câmara Municipal.

(5) VIEIRA, J. A. - O Minho Pitoresco - Lisboa, Ed. Lisboa - 1887.

*Alguns dados retirados do “Atlas de Investimento do Vale do Ave”

** CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos (1997) -”Actividades Sócio-Culturais, Comerciais e Personalidades de V. N. Famalicão no início do século XX”, Boletim Cultural nº 14, V. N. Famalicão, 1997.
By www.ecfamalic.blogspot.com

Posted by Eduardo Santos Carneiro in 19:16:24 | Permalink | Comments (8)

Monday, November 3, 2008

Foral de Dª Maria II - Vila Nova de Famalicão

    
        Foi no reinado de D. Maria II, que a povoação se elevou à categoria de Vila, o que se lê na carta de 10 de Julho de 1841 “atendendo que na povoação de Famalicão concorrem as necessárias proporções para sustentar com dignidade o titulo de Vila, tanto pelo seu comércio e subido número de propriedades, como pela grandeza dos seus edifícios, nos quais ultimamente se tem feito consideráveis melhoramentos e tendo outro sim atenção à lealdade que distingue os seus habitantes, Hei por bem… que fique erecta em Vila, denominando-se Vila Nova de Famalicão”.

Sendo terra e povoação antiga, Vila Nova de Famalicão é um concelho moderno, criado em 1835 por carta de foral da rainha D. Maria II, a qual também lhe restitui em 1841, o título de “vila”(*).

A partir de meados do século XIX, depois da refundação do concelho e com a abertura da estrada Porto - Braga em 1875, Famalicão entra numa fase de grande desenvolvimento. Constroem-se edifícios públicos, como o Hospital da Misericórdia em 1878, os Paços do Concelho em 1881 e erguem-se “edifícios particulares luxuosos”(*)
com capitais vindos do Brasil, de que é exemplo o “Palacete do Barão da Trovisqueira” *(*)

É nessa época que começam a instalar-se na vila e no concelho, fábricas e oficinas, são os casos da fábrica de relógios “A Boa Reguladora” em 1895, da Tipografia Minerva em 1886 e das fábricas têxteis em Riba de Ave, freguesia pertencente ao concelho de Vila Nova de Famalicão. Das fábricas de Riba de Ave posso referir a primeira a ser instalada que foi em 1890 pelo Barão da Trovisqueira, em
1896 a Sampaio Ferreira fundada por Narciso Ferreira, que se tornou no maior industrial português no ramo da indústria têxtil (**)

http://sol.sapo.pt/blogs/eduardocarneiro

*VIEIRA, J. A. - O Minho Pitoresco - Lisboa, Ed. Lisboa - 1887.

**Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira ,Lisboa, Ed. Enciclopédia Lda. , s/d, vol.11, p.177.

CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos(1996)”ActividadesSócio-Culturais,Comerciais e Personalidades de V. N. Famalicão no início do século XX”, Boletim Cultural nº 14, Vila Nova de Famalicão.

Posted by Eduardo Santos Carneiro in 11:39:53 | Permalink | Comments (3)

Wednesday, October 29, 2008

Vila Nova de Famalicão - Foral

Foral de D. Sancho - A Feira de Famalicão


http://sol.sapo.pt/blogs/historiaportugal
Devo referir, que a feira semanal era o local de comércio por excelência desde o início da fundação da povoação, em 1205, pois a feira em Famalicão formou-se com a povoação, porque desde que D. Sancho I outorgou a carta de foral a Famalicão, um dos privilégios que concedeu aos povoadores foi a autorização para se fazer feira.

Na carta de foral, dizia D. Sancho:

“…Mando que façaes ahi feira aos domingos, de 15 em 15 dias… E todos os que vierem à dita feira não poderão ser presos n’aquelle dia por qualquer crime que n’elle commetam.”(3).

Deste grande privilégio ou franquia lhe proveio o nome de feira franca, e isto desde 1205, a feira de Vila Nova de Famalicão foi, assim, uma das primeiras a ser criadas no país.

No início do século, o jornal «Estrella do Minho» dava muita importância às feiras e mercados semanais. Todas as semanas saíam notas acerca da feira semanal, mencionando variadíssimos aspectos, como por exemplo o que cito de seguida:

“Esteve farta de transações a nossa feira  semanal(4), “…Esteve muitíssima gente na feira”(5),etc.

A feira era um local de comércio e de convívio, pois a maioria das pessoas vinha de todas as freguesias do concelho, para a vila de Famalicão, a fim de vender e comprar produtos de todo o tipo e também para se distrair um pouco, conviver. A feira era, assim, o melhor centro comercial da época.

“Nesta feira (Famalicão) pode-se encontrar de tudo um pouco, lenços de seda, chapéus, gravatas…”(6).

Para além de sedas e tecidos aparecem já referências à venda de flores, frutas, legumes, cereais e artigos de ourivesaria.

Notícias do ano de 1900 acerca da feira são muitas, como o que passo a citar.

“O mercado, abundantemente abastecido esta semana.

Com razão elle é apreciado como dos primeiros, senão o mais importante do paiz”(7).

Um jornal regional do início do nosso século relata-nos uma quarta-feira, onde é mencionada a “admirável quantidade de carros que às centenas enfileiram no bonito campo Mouzinho expondo cereais à venda.

Mais de trezentos carros de pão alli se viam na quarta-feira… D’ora em diante é que as feiras são dignas de visitar-se, pela affluencia de gente que a ellas vem fazer o seu comércio”(8).

www.ecfamalic.blogspot.com
(3) Portugal Dic. Histórico…, Lisboa, João Romano Torres Editor, 1906, vol.II, p.525.

(4)  in Estrella do Minho - Famalicão, 25/Fev/1900,”Feira Semanal“.

(5) Idem, …16/Set/1900, “Transações  Comerciais“.

(6) Idem,… 15/Abr/1900, “Feira Semanal”, p.2.

(7) Idem,… 09/Set/1900, “Transações Comerciais“.

(8) in Estrella do Minho - Famalicão, 19/Set/1900, “Transações Comerciais“, p.1.

CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos (1997) -”Actividades Sócio-Culturais, Comerciais e Personalidades de Vila Nova de Famalicão no Início do Século XX”, Boletim Cultural nº 14, V. N. Famalicão.

http://sol.sapo.pt/blogs/eduardocarneiro

Posted by Eduardo Santos Carneiro in 20:30:08 | Permalink | Comments (3)